A Crônica do Doutrinador Por Fernando Sepe Em um centro espírita tranquilo do interior da cidade de São Paulo, o nosso amigo doutrinador fazia aquilo que melhor sabe fazer: Pregar... - Irmãos da seara bendita de Jesus, todos nós somos servos, ovelhas do grande pastor que é Nosso Senhor Jesus Cristo. Sigamos suas diretrizes do amor, da bondade e principalmente do perdão. Perdoemos aqueles que nos ofendem, perdoemos a todos, pois disso depende nosso crescimento espiritual. - dizia em tom emocionado nosso amigo... - Lembrem-se do exemplo daquele que se fez simples, para dessa forma ser o maior. Cuidado com a vaidade, pois ela é um verdadeiro caminho para os abismos escuros e trevosos da consciência. Simplicidade irmãos! Façam-se pequenos para amanhã serem grandes em espírito. (...) Portanto, não olvideis os ataques baixos dos espíritos que caminham nas trevas. REFORMA ÍNTIMA, essa é a chave para nossa evolução espiritual. Somos todos pecadores perante a grandeza do...
A Revolta dos "Malês" de 1835: Uma Rebelião Islâmica na Bahia "Uma das maiores rebeliões de Escravos da Bahia no Brasil Império, a Revolta dos Malês foi liderada por um pequeno grupo de africanos escravos e libertos de origem islâmica. A Religião de Maomé chegou ao Brasil através dos escravos levados pelo tráfico das regiões africanas de cultura islâmica. Tentaram até deflagrar uma guerra santa na Bahia. Davam-se a si próprios o nome de Musulmis (muçulmanos), mas os outros escravos negros de origem bantu ou congolesa os denominavam "Malês", isto é, gente do Império Africano e Islâmico do Niger-Mali. Malê era uma corrutela da palavra Malinké, gente de Mali. Os Malês, sendo de origem maometana desprezavam e hostilizavam os demais grupos Religiosos entre os escravos, se isolando entre àqueles que somente acreditavam em Allah Esses escravos muçulmanos pertenciam aos povos haussás ou auçás, nagôs ou iorubas, tapas, jejes, grunas, bornos, cabindas, barbas minas, cala...