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Obaluaê - Orixá da Evolução e suas outras formas de representação em culturas diversas


Obaluaê - Orixá da Evolução e suas outras formas de representação em culturas diversas


Trono Masculino da Evolução 

Obaluaê, Caronte, Osíris, Rudra, Taliesin, Enki, Dumuzzi, Ninazu, Mimir, Shou Lao, Gtsitemo. 

Comentários: 

Obaluaê — Divindade de Umbanda, é o Trono Masculino da Evolução, irradia Evolução o tempo todo de forma passiva, não forçando ninguém a vivenciá-la, mas sustentando a todos que buscam evoluir. 
Fator transmutador. Orixá Masculino que junto a Omolu reina no Cemitério, por ser o Senhor das Almas. Também muito evocado como Orixá da cura, já que é senhor das transformações e das passagens, tem facilidade de levar do estado doentio ao estado saudável. 

Elemento terra, presente no Mar e cemitério. 

Sua cor é o violeta ou branco e preto. 

Obaluaê: “Rei das almas do Ayê”, “Senhor das almas”. É considerado um Orixá velho, ancião, coberto de palha da costa.  

Caronte — Divindade grega, era o barqueiro velho e mal humorado que atravessava o rio Aqueronte, pelo qual todos os mortos tinham que passar para chegar ao mundo subterrâneo. Todos tinham que lhe pagar a viagem e, por isso, os gregos punham uma moeda na boca de seus mortos. 

Osíris — Divindade egípcia, masculina, das mais cultuadas, tendo vencido a morte e se tornando rei no mundo dos mortos, é sempre evocado na passagem desse mundo para aquele. Os faraós quando mumificados eram vestidos de Osíris para contar com sua proteção.  

Taliesin — Divindade celta, o Ancião senhor da sabedoria, da transmutação, da evolução e da magia.  

Enki — Divindade sumeriana, “O Senhor (En) da Deusa terra” ou ainda “O senhor da terra”, é filho da “velha mãe água” Namur. O deus mais antigo de origem suméria aparece também como assírio babilônico como o deus da superfície terrestre. Deus da sabedoria e do renascer (purificação) pelas águas, o que acontecia nos rituais da “casa de batismo” ou de “lavagem”.  Ele podia trazer os mortos à vida, pois dele era toda a fonte do conhecimento mágico da vida e da imortalidade. Foi chamado de Ea na Babilônia. Berossos, sacerdote babilônico tardio, 280 a.C., atribuía a Enki o nome de Oannes que pode ser comparado com o grego Iõanes, o latino Johannes, o hebraico Yohanan, João, daí chegamos a João Batista e a ideia do renascimento pela água. 

Dumuzzi — “Filho fiel”, deus sumério, consorte de Inanna, irmão de Geshtin-anna, rei-pastor de Uruk, guardião do portal dos céus de Anu, junto com Gishzida, e pescador de Ku’ara. Passa metade do ano no Mundo Subterrâneo, depois da descida de Inanna e do acordo que fez com Ereshkigal. Nome pronunciado Du’uzi na Assíria; chamado Tammuzi, na Babilônia, e Adonis, na Grécia. 

Ninazu — Divindade babilônica, Deus de Eshnunna. Templo chamado E-sikil e E-kurmah. Filho de Enlil e Ninlil, concebido durante a descida de Enlil e Ninlil ao Mundo Subterrâneo, pai de Ningishzida. Substituído por Tishpak como patrono de Eshnunna. Deus babilônico da cura, da mágica e dos encantamentos.  

Mimir — Divindade nórdica, sábio enviado pelos Aesir aos Vanir para estabelecer uma trégua entre eles e que é morto pelos Vanir. Odin preserva a sua cabeça e coloca-a junto à fonte na base da raiz de Yggdrasill que mergulha em Jotunheim. A fonte fica conhecida como Fonte de Mimir de cujas águas Odin bebe para adquirir sabedoria. Como pagamento, ele dá um dos seus próprios olhos.  

Shou Lao — Divindade chinesa, seu nome significa “estrela da vida longa”. Aparece como um velho calvo e sorridente, traz a longevidade, carregando um pêssego, símbolo da imortalidade e, às vezes, traz também uma cabaça, símbolo de prosperidade.  

Gotsitemo — Divindade japonesa chamada para curar as moléstias. 

Comentários: Trono Masculino da Evolução, Obaluaê, aparece sempre como o detentor da sabedoria, facilmente encontrada nos mais velhos que já passaram pelas experiências da vida. Sempre nos auxilia a fazer as passagens entre realidades durante nossa evolução. Na Umbanda, é sincretizado com São Lázaro. 

Fonte: Deus, Deuses, Divindades e Anjos. Alexandre Cumino. Ed. Madras 


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