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Escolhendo um grupo religioso



Escolhendo um grupo religioso

Ninguém entra (ou se converte) para uma religião ou doutrina pelos ícones que as representam.

Normalmente, a pessoa se aproxima da religião, ou doutrina, por necessidade mesmo, por estar enfrentando alguma doença ou dificuldade.

Há uma frase que vem se repetindo nas redes sociais que diz mais ou menos assim:

"Quem sai da religião (X) ou da doutrina (Y), por causa de pessoas, nunca entrou pelas Divindades (ou filosofias) que as representam".

E digo: Não mesmo. Se as pessoas se convertem, ou entram, depois saem, não fazem isso por causa de pessoas nem porque se converteram por causa dos ícones ou divindades, saem, abandonam por várias razões, isso sim é fato e mesmo que saiam por causa de pessoas, que por alguma razão sejam incompatíveis com sua maneira de pensar ou agir, tudo bem. Qual é o problema?

Em todas as religiões e doutrinas existem vários templos (casas), administrados por pessoas diferentes e isso é bom porque um grupo que se destina à prática espiritual precisa ser afinado, o mínimo de afinidade entre as pessoas é fundamental.

A frase acima tem efeito "mi mi mi", em minha opinião, desmascara a necessidade de alfinetar quem não mais se contenta com a escolha e segue em busca de outro caminho que atenda seu coração e está tudo bem.

Todos temos o direito de experimentar e caso não esteja de acordo com nosso íntimo, todos temos o dever de sermos honestos e sinceros para irmos em busca do que nos atenda dentro do nosso coração, portanto, é desaforada a frase que tenta surtir efeito "peso na consciência" é infantilidade espiritual de quem se vale de tal expressão ou o que é pior: quer segurar a pessoa por chantagem emocional e isso é ruim, não acrescenta em nada.

Maturidade espiritual é uma conquista.

Religiões existem para nos ajudar a encontrar o Divino dentro de nós mesmos.

O maior desafio para os dirigentes e sacerdotes de todas as religiões e doutrinas é administrar o fator humano com seus melindres, más intenções, inclinações que prejudicam o todo. É preciso muito preparo e equilíbrio para lidar com pessoas e suas diferentes maneiras de pensar e agir.

Uma simples frase, aparentemente inocente, no fundo revela a necessidade de atacar o outro e essa atitude é extremamente nociva no meio espiritual onde, o que se espera, é a compreensão, o dialogo franco, o desejo de ver o outro bem, feliz, com saúde física, espiritual e emocional mesmo que longe da casa ou templo que escolhemos.

Precisamos ter mais cuidado com essas frases de efeito, é preciso mais raciocínio, interpretar o que uma frase esconde nas entre linhas é importante para que a gente não caia nas tantas armadilhas que as palavras armam.

Grupos espiritas, espiritualistas, religiosos são alvo do astral descomprometido com o bem, com a verdade, portanto, todo cuidado é pouco. Nossas emoções em desalinho alimentam espíritos que ainda se encontram envoltos em fluídos densos.

Quando alguém quiser sair do meio religioso no qual estamos, ou frequentamos, uma conversa com boas intenções é suficiente para entender as razões da pessoa, se ela não quiser se abrir conosco, tudo bem, com alguém ela o fará. De nossa parte fica o dever de desejar que encontre sempre o melhor e mais iluminado caminho, que siga em paz assim como seguimos nós, em paz e harmonia, o nosso.

Que a Luz sempre se faça onde houver uma boa palavra. Ninguém mais precisa ser atacado, alfinetado por conta de suas escolhas. A liberdade é um direito sagrado.


Anna Pon


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