Pular para o conteúdo principal

Simplificando a teoria sobre Orixá Ancestral, de frente e ajunto




Simplificando a teoria sobre
Orixá Ancestral, de frente e ajunto



ORIXÁ ANCESTRAL


Assim que uma pessoa conhece a Umbanda e pela religião se interessa, a primeira coisa que aguça sua curiosidade é sobre seu Orixá.

Mais curiosa ainda fica quando descobre que o Orixá ancestral (também conhecido como Orixá de nascimento) não é o mesmo que o de cabeça e ajunto, complica um pouco, é natural.

Orixá ancestral é aquele que nos "recebeu" ou magnetizou no momento que fomos criados por Deus. Tem a ver com a nossa natureza íntima que jamais se modifica e que foi determinada pelo Criador, ou seja, se essencialmente fomos criados para sermos amorosos, foi Oxum que nos recebeu, portanto ela seria nossa Orixá ancestral e assim por diante.

O Orixá ancestral sempre nos guiará. Podemos reencarnar muitas vezes, e sob as mais diversas irradiações, mas nunca mudará nossa natureza íntima, nossa essência concedida, por herança, pelo Orixá ancestral, será sempre a mesma.


ORIXÁ DE FRENTE

A cada encarnação seremos regidos por um orixá de frente (o que nos guiará enquanto viver uma encarnação) e será equilibrado por outro orixá que será o auxiliar (o ajunto) desse orixá de frente ou de cabeça. 

O Orixá de cabeça  regerá a encarnação do ser e o influenciará durante a encarnação. É responsável pela mediunidade e por absorver o aprendizado dentro dessa regência (temporária) que nos faz evoluir pelo contato com seus atributos, pelo rico aprendizado que representa para o espírito. 


ORIXÁ ADJUNTO 

O orixá ajunto  nos equilibra porque atua na parte emocional, nos estimula e inspira a não perdermos a nossa essência ancestral.

A dúvida de alguns médiuns se explica pela precariedade de alguns métodos divinatórios usados para identificar o orixá da cabeça e seu ajunto. É preciso confiar em quem executará a ação de revelar qual é seu orixá de cabeça e adjunto para que não se estabeleça a confusão e a descrença. Principalmente é preciso conhecer os Orixás e tirar sua própria conclusão através de sua sensibilidade. Essa é uma boa e segura maneira de conhece-los.

Toda vez que reencarnamos, mudamos de Orixá de Cabeça e Adjunto, dessa forma vamos evoluindo e desenvolvendo faculdades que se relacionam com todos os Orixás, portanto, quanto mais antigo é um espirito, a tendência é que seja mais evoluído, pois absorveu qualidades e conhecimentos de todos os Orixás. 

Revelar o Orixá ancestral é difícil. É preciso muita experiência e sensibilidade para observar a pessoa em seus gestos e natureza íntima para que se chegue à conclusão, porém, é sempre a pessoa que o sentirá dentro da intimidade de seu coração.

O Orixá ancestral pode se revelar em sonho ao médium que sentirá sua energia e então haverá de concluir por sua própria experiência.

Anna Pon

Olá, sou Anna Pon, autora deste blog. 
Conheça meu trabalho de psicografia literária e seja sempre bem-vindo!  


"Vô Benedito nos Tempos da Escravidão" novo trabalho psicografado por Anna Pon. 
Transmitido por Vô Benedito (Espírito)
Já à venda no Clube de Autores e nas melhores livrarias do Brasil
Nas versões impresso e e book acesse o link!



"Maria Baiana e a Umbanda"
Uma psicografia de Anna Pon pelo espirito de Maria Baiana
Disponível nos formatos e book e capa comum, já a venda em
Amazon.com





Publicações pela Editora do Conhecimento

"A História de Pai Inácio" https://bit.ly/3tzR486  

"A Cabana de Pai Inácio"  https://bit.ly/3nlUKcv


"Carmem Maria" https://bit.ly/3z0tLp4




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Linhas de Trabalho da Umbanda – Baianos, Boiadeiros, Ciganos – Marinheiros, Malandros, Povo do Oriente, Mestres da Jurema.

Linhas de Trabalho da Umbanda – Baianos, Boiadeiros, Ciganos – Marinheiros, Malandros, Povo do Oriente, Mestres da Jurema Falando sobre linha de trabalho, vamos para a linha de Baianos. Caboclo, Preto Velho e Criança são as três principais linhas de Umbanda. São linhas tão fortes que alguns autores chegaram a dizer que a Umbanda era só pra Caboclo, Preto Velho e Criança, mas não é assim. Voltando na história de Zélio de Moraes como o básico do fundamento da religião, ele diz: “Com quem sabe mais a gente aprende, pra quem sabe menos a gente ensina e não vamos virar as costas para ninguém”, se não vamos virar as costas para ninguém por que é que vamos virar as costas para o Baiano, o Boiadeiro, o Marinheiro? A Umbanda é uma religião onde as entidades se manifestam, não apenas Caboclo Preto Velho e Criança. Embora essas sejam as três primeiras linhas de trabalho, as primeiras linhas de entidades que se manifestam na Umbanda: Caboclo, Preto Velho e Cria...

Orixá de Frente – Orixá Adjunto – Orixá Ancestral – A natureza humana -

Orixá de Frente – Orixá Adjunto – Orixá Ancestral – A natureza humana - Qual é o meu Orixá? De quem eu sou filho? Quem é o meu Pai de cabeça? Quem é o meu padrinho? Qual é o casal de Orixás que me acompanham? Antes, porém, de saber qual é o meu Orixá é importante entender o que isso quer dizer, qual é a minha relação com os Orixás. Entendendo que temos também um problema de linguagem, o que um Terreiro entende por meus Orixás, outro Terreiro entende de uma forma diferente. É muito comum as pessoas procurarem alguém que jogue búzios e ali fazer uma leitura de Orixá. Agora, é mais comum ainda você ir a um lugar e alguém lhe falar: “Você é filho de Xangô”; aí você vai num outro lugar e lhe dizem: “Você é filho de Ogum”; vai num terceiro lugar e lhe dizem: “Você é filho de Oxóssi”; sem contar que as características de Xangô, Ogum e Oxóssi são diferentes. E você fica sem saber, fica vendido, sem entender qual é, afinal, o meu Orixá? A contra pergunta...

Culto a Yemanjá (O que significa: Oguntê,Marabô,Caiala,Sobá,Oloxum,Inaê,Janaina,Iemanjá)

Culto a Iemanjá Texto de Luiz Antonio Simas Como virou quase uma tradição de fim de ano e uma turma já me pediu para circular novamente, vai aí o meu velho textinho instrumental para os macumbeiros de ocasião, que sofrem do que chamo de "síndrome de Vinicius de Moraes" (não entendia patavina de orixá, Inquice e vodum - como vários letristas da MPB - errou tudo nas letras dos afrosambas, transformou Ossain em traidor, pintou os cavacos e fez coisas lindas e absolutamente eternas sobre o babado): a turma que aproveita o réveillon para virar subitamente - no que, aliás, faz muito bem - devota de Iemanjá. IEMANJÁ PARA OS DEVOTOS DE OCASIÃO Eis que chega o fim do ano e o babado se repete: muitos cariocas e turistas se transformam em devotos potenciais de Iemanjá. Mesmo aqueles que não fazem a mais vaga ideia sobre o que é um orixá jogam flores no mar, pulam ondas, fazem pedidos, chamam, cheios de intimidade, o orixá de Mamãe Sereia e o escambau. Celebridades de ocasião, então, a...