Pular para o conteúdo principal

Fanatismo não combina com Umbanda



Fanatismo não combina com Umbanda


Tornar-se fanático é substituir o Divino, o essencial, pelo transitório. É se perder no caminho da fé porque já não crê mais em Deus e sim naquilo que Ele pode lhe dar.

O fanático estreita a visão e apenas enxerga o que quer. Não explora possibilidades, engessa o pensamento e nele se fecha até sufocar ou causar danos a quem com ele convive. É hábil em tentar ganhar simpatizantes, porém, seu discurso, pouco provido de fundamento, se perde, se isola em dogmas e preconceitos.

O fanático pensa que a religião dele é a melhor e única.

O fanatismo religioso é a fé que adoeceu porque vê apenas a parte material das coisas negligenciando o Sagrado, o Divino que a todos acolhe. Pretende, com sua fé frágil, salvar a todos a partir de suas crenças.

O fanático se apega a dogmas, tabus, se reveste de falsa santidade. Seu moralismo pode gerar ódio, pois, dessa forma, abandona a luz sagrada do amor que a tudo compreende sem compactuar com o erro, com o desvio da fé verdadeira.

A boa religião, forma bons religiosos, pessoas firmes, éticas, cientes e conscientes de seus compromissos, tanto na fé quanto na sociedade. Para tanto, essa religião precisa ter sua base na liberdade e no respeito ao próximo e a toda forma de vida, além de respeitar a natureza e os direitos dos animais.

Na Umbanda somos livres, qualquer afirmação contrária à isso, foge da essência Umbandista porque não temos dogmas, muito menos o tabu existe em nosso meio.

 Todos são aceitos como são e cada um é responsável pelo seu desenvolvimento em todos os aspectos da vida. Entre nós não cabe o fanatismo e quem se desvia por esse caminho, acaba optando por outra forma de culto que venha a saciar seus anseios.

Sendo Umbandistas, aceitamos todas as religiões com respeito e nos sentimos a vontade em qualquer forma de culto que pratique o bem, sem, com isso, sermos afetados em nossas crenças e convicções.

Para nós a Umbanda é um dos caminhos que nos leva à Deus de forma simples, sincera, sem pre conceitos ou enfaixamentos que os dogmas e tabus trazem. A liberdade de cada um, para nós, tem muito valor porque compreendemos que cada ser estagia numa determinada faixa de evolução, portanto, tudo está bem como está.

Cremos que encontramos Deus na Umbanda quando o encontramos em nós mesmos e nos outros. Quando entendemos que existem muitos caminhos e formas de encontra-lo nos libertamos da necessidade de impor ao outro a nossa fé.


Salve Umbanda!!!

Anna Pon


Olá, sou Anna Pon, autora deste blog. 
Conheça meu trabalho de psicografia literária e seja sempre bem-vindo!  


"Vô Benedito nos Tempos da Escravidão" novo trabalho psicografado por Anna Pon. 
Transmitido por Vô Benedito (Espírito)
Já à venda no Clube de Autores e nas melhores livrarias do Brasil
Nas versões impresso e e book acesse o link!



"Maria Baiana e a Umbanda"
Uma psicografia de Anna Pon pelo espirito de Maria Baiana
Disponível nos formatos e book e capa comum, já a venda em
Amazon.com





Publicações pela Editora do Conhecimento

"A História de Pai Inácio" https://bit.ly/3tzR486  

"A Cabana de Pai Inácio"  https://bit.ly/3nlUKcv


"Carmem Maria" https://bit.ly/3z0tLp4




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Linhas de Trabalho da Umbanda – Baianos, Boiadeiros, Ciganos – Marinheiros, Malandros, Povo do Oriente, Mestres da Jurema.

Linhas de Trabalho da Umbanda – Baianos, Boiadeiros, Ciganos – Marinheiros, Malandros, Povo do Oriente, Mestres da Jurema Falando sobre linha de trabalho, vamos para a linha de Baianos. Caboclo, Preto Velho e Criança são as três principais linhas de Umbanda. São linhas tão fortes que alguns autores chegaram a dizer que a Umbanda era só pra Caboclo, Preto Velho e Criança, mas não é assim. Voltando na história de Zélio de Moraes como o básico do fundamento da religião, ele diz: “Com quem sabe mais a gente aprende, pra quem sabe menos a gente ensina e não vamos virar as costas para ninguém”, se não vamos virar as costas para ninguém por que é que vamos virar as costas para o Baiano, o Boiadeiro, o Marinheiro? A Umbanda é uma religião onde as entidades se manifestam, não apenas Caboclo Preto Velho e Criança. Embora essas sejam as três primeiras linhas de trabalho, as primeiras linhas de entidades que se manifestam na Umbanda: Caboclo, Preto Velho e Cria...

Culto a Yemanjá (O que significa: Oguntê,Marabô,Caiala,Sobá,Oloxum,Inaê,Janaina,Iemanjá)

Culto a Iemanjá Texto de Luiz Antonio Simas Como virou quase uma tradição de fim de ano e uma turma já me pediu para circular novamente, vai aí o meu velho textinho instrumental para os macumbeiros de ocasião, que sofrem do que chamo de "síndrome de Vinicius de Moraes" (não entendia patavina de orixá, Inquice e vodum - como vários letristas da MPB - errou tudo nas letras dos afrosambas, transformou Ossain em traidor, pintou os cavacos e fez coisas lindas e absolutamente eternas sobre o babado): a turma que aproveita o réveillon para virar subitamente - no que, aliás, faz muito bem - devota de Iemanjá. IEMANJÁ PARA OS DEVOTOS DE OCASIÃO Eis que chega o fim do ano e o babado se repete: muitos cariocas e turistas se transformam em devotos potenciais de Iemanjá. Mesmo aqueles que não fazem a mais vaga ideia sobre o que é um orixá jogam flores no mar, pulam ondas, fazem pedidos, chamam, cheios de intimidade, o orixá de Mamãe Sereia e o escambau. Celebridades de ocasião, então, a...

Elementos de Liturgia na Umbanda (bate cabeça – consagração – imantação – cruzamento)

Elementos de Liturgia na Umbanda (bate cabeça – consagração – imantação – cruzamento) Liturgia significa todo o contexto do ritual de uma religião.  Elemento de liturgia, ou elemento ritual, na Umbanda, é o ato de, por exemplo, “bater cabeça”. O que é bater cabeça? Por que bater cabeça? Como se bate cabeça? “Bater cabeça”, o nome é simbólico, nos remete a ideia de alguém batendo cabeça em alguma coisa, bater cabeça é o ato ritualístico gestual de prostrar-se diante do altar, de uma entidade ou de um sacerdote.  “Bater cabeça” é uma reverência de adoração, de humildade, de entrega.  Dentro do ritual de Umbanda há o momento de bater cabeça, ou os médiuns já chegam no Terreiro e batem cabeça no altar antes de começar o trabalho, ou no ritual existe um momento para o ato que é acompanhado de canto especifico para bater cabeça. Existem muitos pontos(cânticos) para o momento de bater cabeça. Normalmente os médiuns vão um por um bater ...