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Médiuns escravos?





Olá amigos!

Como sempre, Mestre Ramatís nos fala fundo ao coração e nos convoca à reflexão. Confesso que nessa manhã, antes de chegar a ler o texto abaixo, me peguei pensando justamente na questão da imaturidade espiritual e na pouca valia de se frequentar um templo, seja lá de que religião for, sem realmente sentir, intimamente, a mensagem que lá recebemos nos convidando a sermos melhores a cada dia, mais solidários, responsáveis por nós mesmos.

Muita gente frequenta templos pelo simples fato de ter onde ir pelo menos uma vez por semana. Desperdiçando assim a grande chance de se fortalecer e usufruir do bem que ali se prega mesmo que, o pregador, seja apenas um aprendiz, como aliás, somos todos nós. Dentro dos templos ou casas espíritas e espiritualistas a questão não é diferente. Trabalhadores, frequentadores e teoricamente responsáveis, apresentam, não raras vezes, comportamentos incompatíveis com a Doutrina que dizem seguir, revelando, claramente, a insatisfação "velada" que lhes vai na alma, uma vez que o discurso habitual dessas pessoas é queixoso e irritadiço.

Mediunidade não é castigo! Antes sim é ferramenta que Deus nos empresta para o nosso bem e progresso, por extensão, é ferramenta que nos permite auxiliar o nosso próximo sempre dentro de nossas limitações e merecimento, tanto próprios, quanto do auxiliado.

Quem transforma a mediunidade em castigo ou punição é o próprio médium, quando esse é o caso. Descrente em si mesmo, não vê senão obrigação onde na verdade existe benção. Imaturo, só deseja ser beneficiado sem esforço algum. Caprichoso, só consegue enxergar o seu universo de lamentações. Infantil, é vitima de tudo e de todos. Ignorante, não faz questão alguma de aprender pelo beneficio do estudo que hoje, mais que nunca, é acessível a todos.

Penso que Ramatís, pelo teor do texto abaixo, convoca os médiuns sérios e responsáveis, a estarem alertas, não permitindo que irmãos de fé que estejam em semelhantes condições os contagiem ou desestimulem na edificação do caminho evolucionista.

Logicamente, ninguém é obrigado a nada. Mesmo sendo médium em potencial e tendo aceito o dom antes da presente encarnação, a obrigatoriedade mediúnica, de alguma forma, cerceia o livre arbítrio do ser, porém, e sempre há um porém em quase tudo, caso o médium não queira ou coloque muitos impedimentos no cumprimento do chamado que lhe chega, terá, inevitavelmente, que responder a quem de direito, do lado de lá, sobre sua negligencia. Em muitos casos, relatados pela espiritualidade, os "desertores" retornam a carne com sobrecarga de mandato, ou seja, retornam a vida única e exclusivamente para cumprir a missão negligenciada. Um bom exemplo, mesmo que hipotético, porque cada caso é único, são aquelas pessoas que dedicam a vida à religião, ao sacerdócio, etc. Muito provavelmente essas pessoas retornaram a fim de cumprirem, e dessa vez integralmente, seus mandatos mediúnicos mesmo dentro das religiões ou filosofias que dizem não aceitar a mediunidade.

Fica o alerta! Cuide bem do dom que Deus lhe concedeu, identifique o tipo do dom que lhe foi emprestado e utilize-o pelo seu bem, pelo bem dos seus e dos outros.

E com vocês, segue abaixo, Nosso Querido Mestre Ramatís! 

Namastê!
Anna Pon

Médiuns escravos?

No processo cármico reencarnatório, o alto não usa de uma só medida para todos os casos de retificação espiritual. Comumente, aqueles que mais se queixam ou se rebelam no cumprimento de suas obrigações mediúnicas só demonstram a sua qualidade inferior espiritual, pois os seres de melhor estirpe são corajosos, resignados e otimistas em qualquer situação da vida. Os primeiros vivem sem ânimo e sem ideal, refletindo na fisionomia sempre amargurada o fracasso prematuro dos seus empreendimentos cotidianos. Atravessam a vida física à maneira de sentenciados infelizes, cujos deveres espirituais eles transformam em punições imerecidas. Então, contagiam os mais débeis mediante seu incessante pessimismo. Renascem na carne prometendo socorrer e confortar os mais desgraçados, mas infelizmente, invertem o seu programa espiritual e terminam requerendo o conselho, o auxílio e a assistência alheia para se manterem até o final de sua azeda existência física. Embora sejam receptivos aos fenômenos do mundo espiritual e sintam o apelo constante dos seus amigos invisíveis, eles se furtam às promessas feitas no Espaço e fogem dos ambientes que possam convocar-lhes os serviços mediúnicos tão detestados. Incuráveis pela sua teimosia, obrigam os seus guias a assediá-los com fluidos dos espíritos mais rudes e coercivos, a fim de mantê-los na proximidade da área espírita e provê-los de conselhos ou advertências corretivas. Em sua estultícia e rebeldia, lembram a figura do boi que só avança sob o aguilhão do boiadeiro.

Esses espíritos quase sempre tomam a graça da mediunidade concedida pelo Alto, para fins de renovação moral, à guisa de penoso fardo de amarguras e sofrimentos, que mal suportam no mundo material. Tudo o que os cerca e os incomoda é esmiuçado em detalhes melodramáticos e sentimentalismos suspirosos; apregoam o seu drama de desenvolvimento mediúnico como um acontecimento incomum no mundo. Vencidos pelo desânimo, indolentes e avessos ao estudo, eles passam pela vida física quais escravos algemados à fonte do seu próprio bem.


Ramatís - do livro Mediunidade de Cura


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