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Evolução e Intolerância Religiosa



Evolução e Intolerância Religiosa

Observamos, nos dias atuais, fantástica evolução tecnológica. A informação é para todos e a todos alcança numa velocidade antes não imaginada.

Fruto do progresso intelectual do homem, a tecnologia avança sem cessar. A cada dia uma nova descoberta, uma nova maneira de realizar coisas e de obter facilidade e conforto. Isso tudo é muito natural, uma vez que o raciocínio humano tende sempre a se aprimorar.

Uma coisa, porém, continua a ser como a séculos passados, antes mesmo da vinda de Jesus ao planeta;  essa “coisa” é a desunião e a intolerância entre as tantas raças e religiões espalhadas pelo globo. Assim foi, assim é.

Se por um lado, o homem evolui intelectualmente, a passos largos, por outro continua com a mesma mentalidade que possuía há séculos perdidos no tempo.

Isso demonstra que a evolução humana, além de ser gradual, se concentra muito mais no material que no espiritual e isso é natural, uma vez que o espírito se encontra encarnado no planeta e aqui precisa viver com os recursos que estiverem disponíveis ao seu sustento e bem estar.

Sendo assim, a mesma desunião de antes, se repete hoje, pois o homem alimenta muito seu lado humano, material, em detrimento do espiritual que é, na verdade, a sua realidade de espírito eterno que, mais adiante, reclamará a negligencia sofrida, uma vez que da encarnação, para o outro plano, apenas levará suas boas obras, o bem que fez por si e pelos outros. Todo o resto aqui permanecerá e servirá a outros que de seus bens materiais se beneficiarão para seguirem vivendo suas encarnações. Nada se perde. Apenas alguns valores têm sido esquecidos no afã de viver cada vez mais e melhor em termos materiais, estéticos ou que, de alguma forma, alimentem egos através do status.

Evoluir é o desejo do homem, porém, uma vez encarnado, essa evolução se limita ao momento e à frágil vida humana que, de um instante para o outro pode ser interrompida. Não há preocupação em equilibrar as duas asas da evolução que são espírito e matéria e que permitem ao homem viver em harmonia. È mesmo, por conta desse desequilíbrio, que o homem vive hoje insatisfeito e sujeito às mais ferrenhas obsessões, que são o resultado da má distribuição do peso de suas asas evolutivas.

Se tudo e todos evoluem, por qual razão então condenar as religiões à estagnação? Por que não evoluem as religiões? Ou, se evoluem, é a passos lentos, quase imperceptíveis que o fazem? Por qual razão ainda há intolerância e desunião religiosas?

A resposta está no homem, na sua negligencia espiritual e em seu pouco envolvimento com o Sagrado e consigo mesmo. Por vezes, interesses pessoais impedem que as religiões evoluam, pois, uma vez educado e esclarecido o homem, sua fé também deixa de ser cega para ser raciocinada e abrangente.

O homem espiritualizado é racional em sua fé, não se limita a crer sem observar e sempre busca melhores maneiras de se relacionar com a religião que lhe toca o coração. Está sempre revendo posturas, valores e formas de culto, colabora dessa maneira com a evolução da religião de sua preferência, impulsionando-a adiante juntamente com outros que compartilham da mesma fé, eis ai um exemplo de evolução religiosa. Essa evolução só é possível com o envolvimento e a boa vontade do homem.

Quanto à intolerância, essa somente deixará de existir quando o homem, em sã consciência, desenvolver em si o respeito por tudo e por todos. Trata-se de educação que se inicia no berço e que acompanha o homem em outros mundos onde haverá de seguir vivendo em plenitude, ou não, com as Leis de Deus.

Muita Luz,
Shàa e Anna 
17.08.10


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