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A Pemba



A Pemba 

A Umbanda tem no uso da pemba uma de suas ferramentas de trabalho e ela pode ser usada de várias formas, tais como: 

-Para riscar pontos; 
-Para cruzar os filhos de fé; 
-Para pós purificadores; 
-Para limpar pessoas; 
-Para cruzarem imagens ou outros objetos; 
-Para assentamentos; pois é um elemento mineral. 

A confecção das pembas: 

A partir de um mineral, tipo calcário (um gesso - Gipsita) branco é moído e coado, depois é moldado em formas ovais que lhe proporcionam fácil manuseio e boa resistência, não sendo muito duro nem muito mole. 

A qualidade do material confere manuseio fácil, sem que haja quebra ou esfarelamento.

Os guias espirituais costumam riscar pontos (desenhos) quando vão trabalhar. Cada um com seu próprio ponto, raramente repetido por outros guias, ainda que alguns símbolos, signos e ondas sejam comuns. Porém, sempre vemos diferenças entre os pontos de guias pertencentes a uma mesma linha ou corrente de trabalho espiritual. 

As pembas podem ser consagradas ou não, tudo depende da orientação dos guias espirituais. 

A) Uma consagração simples: Pode ser feita por todos os médiuns e se processa desta forma: 

1. Risca-se um círculo, firmam-se sete velas coloridas sobre ele e uma vela branca no centro. 

2. Colocam-se as pembas brancas ou coloridas (menos a de cor preta) dentro dele. 

3. Evoca-se Deus e os sagrados orixás, pedindo-lhes irradiação sobre aquele círculo e a imantação das suas vibrações divinas sob as pembas ali colocadas. Que as consagrem para serem usadas segundo as necessidades dos guias e dos médiuns (para riscarem pontos, cruzarem pessoas, fazerem pós específicos, tornando-as condensadoras e anuladoras de energias negativas etc.). 

Após a queima das velas, devem ser recolhidas as pembas já consagradas pelos sagrados orixás e guardadas em uma caixa ou envolvidas em tecidos com suas respectivas cores, só voltando a manuseá-las quando forem usadas. Esta forma de consagração é a mais simples de ser feita. Sendo realizada dentro do congá ou na casa do médium, em um local adequado. 

B) Uma consagração específica: Processa-se de uma forma diferente, pois é feita nos campos vibratórios que devem ter a cor da irradiação na qual trabalham os guias. Se bem que há guias espirituais que atuam sobre várias irradiações e preferem usar só a pemba branca porque nela se concentra e se condensa a maioria das vibrações divinas. Com exceção das vibrações que só se concentram nas pembas pretas ou vermelhas. 

São duas cores especiais onde se concentram vibrações de irradiações divinas que pertencem às dimensões da esquerda (se vermelhas) ou do embaixo (quando pretas).

 As pembas vermelhas concentram e condensam as vibrações ígneas positivas ou passivas (da direita) e as vibrações ígneas ou ativas (da esquerda). Portanto, é uma cor dual. Já a pemba preta concentra e condensa vibrações das divindades regentes dos polos negativos das sete linhas de Umbanda e das divindades com funções opostas/complementares, seu uso é restrito aos senhores Exus e senhoras Pombas-gira de lei.

Outra forma de consagração de pemba deve ser feita nos pontos de força da natureza (santuários naturais) e se processa desta forma: 

1) Faz-se uma oferenda ritual ao guia espiritual no campo da sua irradiação principal (mata, pedreira, cachoeira, cemitério, mar etc.) e deposita-se dentro dela - cercada por velas na cor da pemba – a(s) pemba(s) que se deseja consagrar. 

2) Isso feito, o médium deve incorporar o seu guia (da direita ou da esquerda), e um cambone deve dar-lhe a que ele pedir, com as pembas a serem consagradas. Os guias espirituais têm “mãos de pemba”, as imantarão e concentrarão nelas as vibrações de todas as irradiações divinas nas quais foram iniciados e de cujas vibrações retiram símbolos, signos e ondas que escrevem nos seus pontos. 

3) Após o guia consagrá-la(s), o cambone deve colocá-la dentro do círculo da oferenda e deixá-la em imantação até que o guia desincorpore e o médium agradeça aos orixás e ao seu guia por consagrarem a(s) sua(s) pemba(s). 

4) Após os agradecimentos, o médium deve envolver a(s) sua(s) pemba(s) em tecido da mesma cor e guardá-la(s), só voltando a manuseá-la(s) se for riscar algum ponto. 

O local ideal no congá para guardar pembas consagradas desta forma é atrás das imagens dos orixás e guias (quando houver) ou em um compartimento dele, oculto aos frequentadores do seu centro. 

No caso de serem membros de um centro, devem guardá-las em suas casas, porém mantê-las encobertas e acondicionadas em uma caixa fechada e fora do alcance dos seus familiares. 


Texto de Rubens Saraceni
Editado por Anna Pon



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